escrevi paragrafos e paragrafos aqui sobre um ~~colega~~ que anda fazendo escola na arte de escrotizar o galero. super revoltada, fiz um historico desde a merda mor até as cagadas coadjuvantes do cidadão. mas deletei. faço a simpatica&divertida com ele mas falo pelas costas no segundo seguinte. sou dessas.
daí que saí com tyler e acabamos encontrando o ser por acaso. só para registrar: me deprimo quando encontro mais de dois colegas da faculdade durante ~~passeios~~. isso faz com que eu pense que , de fato, me tornei um tipo: a universitária. 'circulando pelos habitats próprios da especie, só andando com iguais'. triste. voltando.
me impressiona a capacidade das pessoas de falarem merdas inuteis sem nem ao menos notar isso. um misterio. o cara vê tyler e eu de mochila nas costas. e pergunta meio incredulo: "vcs estão de mochila? estavam na usp?". e nós: "não". e ele: "aff, gente, sair de mochila. que isso? a gente só usa quando ta na faculdade." e nós: "...". e ele continua porque, lembrem-se, pra idiotice o céu é o limite: "e que roupas são essas pessoal, cade o casual *** ou xxx??". nessa parte, meu cérebro entrou em modo de espera. o coitado ficou esperando algo digno a ser processado.
o pior não é isso. o cara estava usando uma regata. uma regata verde. e por fim ainda emendou: "ah, normal vcs usarem mochila sempre. é coisa de paulista. paulista que sempre usa mochila".não importa o que se diga, independente de ser um elogio ou uma critica, eu vou me sentir semi-ofendida se me disserem que determinada característica é 'tipica'. quase sempre rola aquele ar de viajante estrangeiro observando curiosamente o item exotico exposto em alguma feira quase-circense. porra. sabe uma coisa que nunca é tipica de um só lugar: ser berço de idiotas como vc. tem em todo o mundo, acredite.
eu ainda me ~~~justiquei~~~ dizendo que estava trazendo presentes na mochila para trocar e tyler tambem, claro. o tosco nos perguntou se iriamos trocar os presentes entre nós. 'não, palhaço, com desconhecidos pegos a esmo na rua. vai ser tipo como numa propaganda de celular, uma epifania positiva generalizada, pessoas se abraçando'. pensei isso, mas não disse. não sei porque. agora, escrevendo, eu não consigo encontrar nenhum motivo razoavel para não ter sido grossa.
talvez seja essa minha promessa de ano novo. ser pior em 2012. muito pior.
0 infectados:
Postar um comentário
e na fazenda tinha um pato
ia ia ohh